Preservamos a nossa memória… com muito gosto!

Celebramos o esforço de gerações sucessivas, salvaguardando o legado material e imaterial que une a nossa comunidade.

01.

Artigos Temáticos

Descubra artigos de divulgação e temáticos. Explore as narrativas, memórias e tradições que dão vida à identidade única de Vale de Cambra.

02.

O Repositório Cambrense

Consulte o nosso repositório digital. Um acervo de publicações, imagens e documentos históricos que documentam o nosso legado.

03.

Atlas do Património Cultural

Explore o nosso património cultural. Consulte as fichas informativas e localize os bens e manifestações culturais do nosso território.

INFORMAÇÕES E GUIAS

Descobrir a Terra e o seu Património.

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PROJETO EM DESTAQUE

Génese e Memória: narrativas de Vale de Cambra

Este projeto tem como propósito o resgate e a preservação da memória coletiva em torno da indústria e agropecuária do nosso concelho. A nossa prioridade é dar voz às histórias de vivência individual, relembrando o trabalho na fábrica, no campo e nas atividades em torno da pecuária.

Torne-se coautor da narrativa do futuro Museu dos Lacticínios de Portugal. Através da partilha de testemunhos orais, fotografias e espólio físico, convidamos toda a comunidade a envolver-se na salvaguarda urgente do nosso património imaterial e material.

Participe preenchendo o
“Kit Primário de Recolha”

Contribua, preserve, participe.

SAIBA MAIS
PREENCHER O KIT
Arquivo de Memória de Vale de Cambra

A Memória Industrial da Martins & Rebello

Este registo da década de 90, que recuperamos do Arquivo RTP, abre uma janela direta para o quotidiano da emblemática fábrica Martins & Rebello. Através destas imagens, testemunhamos a azáfama e a precisão do processo de fabrico de laticínios: do ritmo contínuo das batedeiras industriais ao banho na cera vermelha, terminando no embalamento manual. É o retrato fiel de um saber-fazer e de uma linha de produção que definiu uma época na nossa herança agro-industrial.

Mais do que um registo visual, este documento assume um papel fundamental na preservação da memória coletiva. As rotinas fabris aqui documentadas não só dinamizaram a economia, como moldaram gerações e definiram a identidade da região.

“Tia” Albertina fala sobe o Outeiro dos Riscos

A “tia” Albertina era muito velha — já em 1998 a sua idade exata parecia um detalhe irrelevante —, mas todos na terra sabiam que ninguém contava a lenda do Outeiro dos Riscos como ela. Havia uma autoridade na forma como desfiava a narrativa, mas a idade já pesava no falar e na memória.

Contudo, o que contava não era por apenas ouvir dizer. Fora ela, ainda uma criança de pés descalços, quem outrora guiara “uma gente que não conhecia” serra acima, até ao lugar exato das pedras.

Essa “gente de fora” trazia consigo, muito possivelmente, Alberto Souto. Na década de trinta, este homem dedicou-se a calcorrear a área montanhosa e agreste entre os rios Douro e Vouga, procurando os desenhos milenares que os nossos antepassados gravaram nas rochas.

Lenda do Outeiro dos Riscos
Albertina Tavares

Lenda do Outeiro dos Riscos