Entre os séculos X e XIV, a rede de poderes e alianças na Terra de Cambra materializou-se numa complexa teia de transferências patrimoniais. Para desconstruir e ilustrar esta realidade, criámos um conjunto de elementos visuais e interativos a partir dos dados da investigação de Anita Pereira Tavares (Tavares, 2013)Tavares, A. P. (2013). A Medieva Terra de Cambra: território e sociedade. Volumes I e II [Tese de Mestrado, Universidade de Coimbra]. https://hdl.handle.net/10316/81344.
Através deste mapeamento, é possível explorar intuitivamente quem doava, quem recebia e que bens mudavam de mãos, focando-se nas transações que envolveram a Coroa, a Igreja, as ordens militares e as linhagens locais. Mais do que um simples registo de propriedades, este recurso permite visualizar as estratégias territoriais e os laços de parentesco, bem como o espaço e o contexto histórico que moldaram a sociedade medieval Cambrense.
Nota: Neste exercício apenas foram consideradas as doações. Ficam de fora as vendas, permutas, emprazamentos e aforamentos, com duas exceções assinaladas (Docs. 99 e 132), que a dissertação regista como doações. A cartografia foi elaborada a partir dos dados da Carta Administrativa Oficial de Portugal 2020 (Carta Administrativa de Portugal, 2020)Carta Administrativa de Portugal. (2020). [Conjunto de Dados]. Direção-Geral do Território. https://www.dgterritorio.gov.pt/dados-abertos.
Quem deu a quem
À esquerda estão os doadores, agrupados pela sua condição; à direita, os beneficiários. A cor da linha é a do doador. Passe o rato por um nome, ou toque nele, para isolar as suas doações e ler os pormenores por baixo do esquema.
Escolha um nome ou uma linha para ver o que foi doado, a fonte e as dúvidas que a documentação deixa.
Protagonistas e laços documentados
Só entram os laços que aparecem nas fontes. A linha tracejada marca o que é hipotético ou não está esclarecido. Clique num nome para ler as notas.
Da Coroa à casa da Feira
-
D. Fernandomeio-irmão deD. João Idoa 1371 e 1383
A dissertação refere que D. João I confirma a decisão do «irmão» a favor do mosteiro de Grijó (1386).
- 1371 doa a Mem Rodrigues de Seabra
- 1383 doa a João Afonso Telo, conde de Barcelos
-
1385 D. João I doa a Álvaro Pereira
A ficha do castelo da Feira dá a mesma data (8 de abril de 1385) para a entrega da Feira a Álvaro Pereira, primo do Condestável. Que seja a mesma pessoa é inferência.
-
relação não esclarecidaJoão Álvares Pereira, 2.º senhor da Feira
-
filho primogénitoFernão Pereira
Recebe o castelo da Feira em 1448, com a obrigação de o reparar.
filhoRui Pereira
Senhor da casa em 1467; 1.º conde da Feira em 1481, por Afonso V.
-
-
A família de Cambra
-
João Fernandes de Riba de Vizelacasado comMarinha Moniz Varela
De Guimarães, terá sido o primeiro da família a fixar-se em Cambra. Os Cambras são «ramo secundário» dos Riba de Vizela (p. 82).
-
filhoAfonso Anes de Cambracasado comUrraca Pires Ribeirodoa ao Templo 1244–47
Fundador da linhagem, rico-homem de Afonso II e Sancho II. Compra casais em Armental, Vila Cova de Perrinho, Cabanes e Junqueira (1234–42) e em Quetriz, Ral e Pinheiro (1260). Entre 1244 e 1247 doa ao Templo parte da quinta de Vila Nova. Pode ter sido por influência do meio-irmão, Martim Anes de Riba de Vizela, casado com uma sobrinha-neta do mestre do Templo (nota 181).
-
filhoFernão Afonso de Cambra (I)casado comSancha Pais Correiarecebe 1258
Em 1257 compra uma herdade em Arões. Em 1258 Gonçalo Peres e a mulher doam-lhe Casal de Arão (Doc. 54). Em 1278 parte bens com a irmã Teresa Afonso.
-
filhoMartim Fernandes de Cambracasado comVelasquida Peres de Zamora
Cavaleiro, fica com a quinta de Vila Nova, o solar da família (partilhas de 1310–11).
filho primogénitoFernão Afonso de Cambra IIrecebe 1333
Recebe da tia Berengária o herdamento de Vila Nova (1333) e, em 1337, o quinhão da irmã Sancha Fernandes Correia.
- filhaMaria Fernandes, monja de Lorvão
-
filhaBerengária Fernandes, monja de Aroucadoa 1333
Em 1332 D. Afonso IV autoriza-a a deixar a um mosteiro bens que rendam 40 libras, a pedido do sobrinho. Os seus casais passam depois a Branca Esteves (1341).
- filha ilegítimaInês Fernandes de Cambrapartilhas de 1308
-
- filhaTeresa Afonso, monja de Arouca
-
filhoMartim Afonso de CambraEsquema genealógico 2
descendenteJoão Martins de Cambra IIdoa 1333
Em 1333 abdica do padroado de São Pedro de Castelões a favor da Sé de Coimbra; o filho Martim Anes confirma. Teve também Maria Anes (casada com Diogo Gil do Avelar) e Margarida Anes, monja de Arouca.
-
-
-
ramo hipotéticoPero Anes de Cambra
Criado pelo genealogista Pizarro «apenas como meio de entroncar» os Cambras. Dele descenderia Nuno Peres de Cambra, cavaleiro nas Inquirições de 1220.
-
filhoSoeiro Nunes de Cambracasado comElvira Gonçalvesdoa 1281 e 1283
Cavaleiro. Em 1281 compõe-se com o Templo e em 1283 doa-lhe os bens do irmão Gonçalo Nunes, freire do Templo. Filhos: Nuno Soares (pai de Guiomar Nunes), Vasco Soares, João Soares e Fernão Soares (bastardo, legitimado em 1295), pai de João Fernandes de Cambra.
-
neto de SoeiroJoão Fernandes de Cambra
Compra quintãs em Sandiães (1320, 1322) e vende as de Rôge e Sandiães à abadessa Aldonça Anes (1326), que as doa a Arouca. Em 1338 a filha Maria Anes e o genro Diogo Gil contestam; a sentença régia dá razão à abadessa.
-
-
aliadosOs Ribeiros
Urraca Pires Ribeiro, mulher de Afonso Anes, é desta família. Rodrigo Afonso Ribeiro (1285, 1288, 1301) e Garcia Soares da Ribeira (1288) são Ribeiros com bens em Cambra.
Fonte: vol. 1, pp. 82–89 e esquemas genealógicos 1 a 4.
Registo completo
As mesmas doações do esquema, por ordem cronológica. Clique numa linha para a isolar no esquema.
| Ano | Doador | Beneficiário | O que se doa | Fonte |
|---|
- Os dados apresentados baseiam-se no trabalho de Anita Tavares (2013)Tavares, A. P. (2013). A Medieva Terra de Cambra: território e sociedade. Volumes I e II [Tese de Mestrado, Universidade de Coimbra]. https://hdl.handle.net/10316/81344, especificamente nas Tabelas 4, 6 e 8 e no capítulo sobre a sociedade laica (Vol. 1). Toda a informação foi cruzada com o respetivo apêndice documental (Vol. 2), do qual resulta a numeração «Doc.». A reconstituição dos laços familiares recorre à secção «Os Cambras» da mesma autora (2013, pp. 82-89)Tavares, A. P. (2013). A Medieva Terra de Cambra: território e sociedade. Volumes I e II [Tese de Mestrado, Universidade de Coimbra]. https://hdl.handle.net/10316/81344, enquanto a linhagem dos Pereira se fundamenta no trabalho de Ana Manuel Guerreiro (2004)Guerreiro, A. M. (2004). Os Condes da Feira na encruzilhada da expansão. Em J. P. Oliveira & V. L. G. Rodrigues (Eds.), A Alta Nobreza e a Fundação do Estado da Índia. Actas do Colóquio Internacional (pp. 191–198). Centro de História de Além-Mar. Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. https://doi.org/https://doi.org/10.34619/y2so-4zdm e nas informações em «Castelo de Santa Maria da Feira» (2026)Castelo de Santa Maria da Feira. (2026). Em Wikipédia, a enciclopédia livre. https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Castelo_de_Santa_Maria_da_Feira.
- Deste levantamento foram excluídas as vendas, permutas, emprazamentos e aforamentos. Mantêm-se apenas duas exceções assinaladas (Docs. 99 e 132) que, embora registadas originalmente por Anita Tavares (2013)Tavares, A. P. (2013). A Medieva Terra de Cambra: território e sociedade. Volumes I e II [Tese de Mestrado, Universidade de Coimbra]. https://hdl.handle.net/10316/81344 como doações, correspondem, segundo as fontes, a uma permuta e a um emprazamento.
Referências Bibliográficas
Onde ficavam os bens
Os dois mapas mostram onde ficavam os bens doados. O da esquerda situa as doações nas freguesias atuais de Vale de Cambra: cada círculo conta as doações que tocam lugares dessa freguesia e o anel divide-se pelas cores de quem dá. O da direita mostra as instituições que dão ou recebem bens e as terras citadas fora de Cambra. Os dados vêm de Tavares (2013), incluindo as Inquirições de 1284. Escolha um século para ver só as doações desse período e clique numa freguesia, num ponto ou num concelho para ver os lugares e os documentos. Pode ampliar cada mapa com os botões + e −, ou com Ctrl e a roda do rato, e arrastá-lo para o deslocar.
Aviso: se vê esta linha, o script das interações não está a correr neste bloco. Os mapas aparecem, mas os cliques e os filtros não funcionam.
Em Vale de Cambra
Para lá de Cambra
Os documentos citam lugares concretos, como Armental, Lordelo ou Paçô. Cada lugar foi ligado à paróquia medieval a que pertencia, segundo Tavares (2013), e dessa à freguesia atual onde hoje fica. As duas divisões não coincidem: Arões era parte da paróquia de Junqueira e Vila Cova de Perrinho da de Rôge. Os pontos marcam a posição atual dos lugares e os círculos vazios os de atribuição inferida. As doações que dizem só «Cambra» ficam à parte, no painel, em «Ver as referências a “Cambra” em geral».
As instituições que dão ou recebem bens em Cambra e as terras citadas fora do julgado. Os pontos estão no centro do concelho atual onde fica a instituição, e não no lugar exato. As setas vão de quem dá para quem recebe e a espessura conta as doações. Os círculos vazios são terras onde estavam bens doados. As curvas das setas são ilustrativas e não medem distâncias. Quanto maior o ponto, mais doações. Clique num ponto ou num concelho assinalado para ver as doações e os documentos, e use os botões dos séculos para ver como mudam ao longo do tempo.
- Coroa
- Igreja e ordens
- Família de Cambra
- Outros laicos
Lugares e freguesias
Todos os lugares de Cambra citados nas doações, com a paróquia medieval e a freguesia atual. A lista inclui os lugares do documento tido por falso (Doc. 1).
| Lugar | Paróquia medieval | Freguesia atual | Doações | Atribuição |
|---|---|---|---|---|
| Armental | São Tiago de Codal | Vila Chã, Codal e Vila Cova de Perrinho | 922?, 1351 | (Tavares, 2013) |
| São Tiago de Codal | São Tiago de Codal | Vila Chã, Codal e Vila Cova de Perrinho | 1133 | (Tavares, 2013) |
| Lordelo | Santa Maria de Vila Chã | Vila Chã, Codal e Vila Cova de Perrinho | 922? | (Tavares, 2013) |
| Refóios (Refojos?) | Santa Maria de Vila Chã | Vila Chã, Codal e Vila Cova de Perrinho | 1385 | Inferida |
| Teamonde | Santa Maria de Vila Chã | Vila Chã, Codal e Vila Cova de Perrinho | 922? | (Tavares, 2013) |
| Areias | São Pedro de Castelões | São Pedro de Castelões | 1133 | (Tavares, 2013) |
| Baçar | São Pedro de Castelões | São Pedro de Castelões | 1135 | (Tavares, 2013) |
| Capril (Cabril) | São Pedro de Castelões | São Pedro de Castelões | 1072 | Inferida |
| Castelões | São Pedro de Castelões | São Pedro de Castelões | 1019, 1072, 1135, 1322, 1333, 1351, 1393 | (Tavares, 2013) |
| Coelhosa | São Pedro de Castelões | São Pedro de Castelões | 1072 | (Tavares, 2013) |
| Macinhata | São Pedro de Castelões | São Pedro de Castelões | 1281 | (Tavares, 2013) |
| Macieira | Santa Maria de Macieira de Cambra | Macieira de Cambra | 1072 | (Tavares, 2013) |
| Macieira de Cambra | Santa Maria de Macieira de Cambra | Macieira de Cambra | 1179, 1347 | (Tavares, 2013) |
| Malhundes | Santa Maria de Macieira de Cambra | Macieira de Cambra | 1157–67 | (Tavares, 2013) |
| Paredes | Santa Maria de Macieira de Cambra | Macieira de Cambra | 1157–67 | (Tavares, 2013) |
| Pintalhos | Santa Maria de Macieira de Cambra | Macieira de Cambra | 1157–67 | (Tavares, 2013) |
| Quintã | Santa Maria de Macieira de Cambra | Macieira de Cambra | 1019 | Inferida |
| Vilarinho | Santa Maria de Macieira de Cambra | Macieira de Cambra | 1157–67 | (Tavares, 2013) |
| Cepelos | São João de Cepelos | Cepelos | 1109, 1341 | (Tavares, 2013) |
| Merlães | São João de Cepelos | Cepelos | 1109, 1281, 1288, 1301 | (Tavares, 2013) |
| São João de Cepelos | São João de Cepelos | Cepelos | 922? | (Tavares, 2013) |
| Casal de Arão | São Salvador de Rôge | Rôge | 1258 | (Tavares, 2013) |
| Paçô | São Salvador de Rôge | Rôge | 922?, 1057 | Inferida |
| Rôge | São Salvador de Rôge | Rôge | 1271, 1326, 1338 | (Tavares, 2013) |
| Sandiães | São Salvador de Rôge | Rôge | 1326, 1338 | (Tavares, 2013) |
| Santa Cruz | São Salvador de Rôge | Rôge | 1057 | (Tavares, 2013) |
| Vila Nova | São Salvador de Rôge | Rôge | 1244–47, 1333 | (Tavares, 2013) |
| Barreiros | São Miguel de Junqueira | Junqueira | 1057 | Inferida |
| Cabanes | São Miguel de Junqueira | Junqueira | 1341 | (Tavares, 2013) |
| Calvela | São Miguel de Junqueira | Junqueira | 922?, 1341 | (Tavares, 2013) |
| Junqueira | São Miguel de Junqueira | Junqueira | 1341 | (Tavares, 2013) |
| Arões | São Miguel de Junqueira (Arões) | Arões | 1198, 1341 | (Tavares, 2013) |
| Souto Mau | São Miguel de Junqueira (Arões) | Arões | 1121 | (Tavares, 2013) |
| Belecais | sem localização | — | 1244–47 | Não localizado |
| Cornado (?) | sem localização | — | 1281 | Não localizado |
| Sobradelo | sem localização | — | 1244–47 | Não localizado |
| Thiusi | sem localização | — | 1135 | Não localizado |
Notas Metodológicas e de Leitura do Mapa
- Critérios de Identificação dos Lugares Para perceber a origem da localização de cada propriedade no mapa, foram criadas duas categorias:
- Atribuição citada: Refere-se a lugares cuja localização histórica está comprovada. Constam na lista de paróquias das Inquirições de 1284 ou no Mapa 8 da obra de Anita Pereira Tavares (2013)Tavares, A. P. (2013). A Medieva Terra de Cambra: território e sociedade. Volumes I e II [Tese de Mestrado, Universidade de Coimbra]. https://hdl.handle.net/10316/81344.
- Atribuição indicada como “inferida”: Trata-se de uma localização deduzida por nós (através de semelhanças de nomes ou do contexto dos documentos) e que carece de confirmação definitiva.
- Nota: Os lugares que a investigadora não conseguiu localizar geograficamente não foram incluídos neste mapa.
- Representação Visual e Limites Territoriais Como não existem coordenadas geográficas exatas para a época medieval, o mapeamento foi adaptado à realidade atual:
- Aproximação à Freguesia: Cada círculo no mapa não representa a coordenada exata de um terreno, mas sim a área abrangida pela freguesia atual a que esse lugar pertence.
- Uniões de Freguesias: Vila Chã, Codal e Vila Cova de Perrinho surgem agrupadas no mapa num único ponto, refletindo a sua atual união administrativa.
- O caso de “Cambra”: Quando os documentos medievais referem apenas doações em “Cambra” (referindo-se ao território ou julgado de forma abrangente, sem especificar a povoação), estes dados não são atribuídos a nenhuma freguesia e são contabilizados à parte.
- Contexto Histórico das Freguesias É importante notar que a geografia administrativa medieval era diferente da atual. Segundo os dados de Tavares (2013), na época medieval:
- Arões pertencia à paróquia da Junqueira.
- Vila Cova de Perrinho pertencia à paróquia de Rôge.
Referências Bibliográficas
Aviso: se vê esta linha, o script das interações não está a correr neste bloco. A linha do tempo aparece, mas os cliques e os filtros não funcionam.
As doações no tempo da história de Portugal
Cada círculo é uma doação, colocada no ano em que foi feita e colorida pela categoria de quem doa. Em cima estão os acontecimentos nacionais, a faixa mostra os reinados e as bandas de fundo marcam os séculos. Passe o cursor sobre um círculo ou um acontecimento para ver o detalhe; clique num círculo para abrir a ficha da doação e use os filtros (ou as faixas dos reinados) para filtrar. A proximidade de datas mostra o contexto, não prova uma causa.
Reino de Leão e Castela 900–10964 doações
Doações
- 922? Guterre Moniz (?) → Mosteiro de Crestuma Doc. 1 documento falso
- 1019 Matilli → Mosteiro da Vacariça Tab. 6 · Doc. 4
- 1057 Froila e Gonça → Mosteiro da Vacariça Doc. 6
- 1072 Gontinha e filhos (Mendes) → Gonçalo Guterres e Elvira Gonçalves Doc. 7
Na história de Portugal
- 987 Almançor conquista Coimbra
- 1064 Fernando Magno conquista Coimbra
Condado Portucalense 1096–11396 doações
Doações
- 1109 Sé de Coimbra → Gonçalo Guterres (1109) Tab. 6 · Doc. 13 sentido por confirmar
- 1121 Justesenda → Mosteiro de São Salvador de Rôge Doc. 15
- 1133 Soeiro Gonçalves e Aldonça → Sé de Coimbra (bispo e cabido) Doc. 20
- 1133 Egas Odores → Sé de Coimbra (bispo e cabido) Doc. 19
- 1134 D. Toda Viegas, padroeira de Arouca → Mosteiro de Arouca Doc. 21
- 1135 Mosteiro de Paço de Sousa → Bermudo Oriz Doc. 22 sentido por confirmar
Na história de Portugal
- 1096 Henrique recebe o condado
- 1128 Batalha de São Mamede
Afonso Henriques 1139–11852 doações
Doações
- 1157–67 D. Toda Viegas, padroeira de Arouca → Mosteiro de Arouca Doc. 25
- 1179 Diogo Mendes → Mosteiro de São Pedro de Pedroso Doc. 27
Na história de Portugal
- 1139 Ourique: Afonso Henriques rei
- 1143 Tratado de Zamora
- 1147 Conquista de Lisboa
- 1179 Bula Manifestis Probatum
Sancho I 1185–12111 doação
Doações
- 1198 D. Sancho I → Miguel Gomes, cavaleiro Tab. 4 · Doc. 30
Na história de Portugal
- Sem acontecimentos assinalados.
Afonso II 1211–1223sem doações
Doações
- Nenhuma doação registada neste período.
Na história de Portugal
- 1211 Primeiras cortes (Coimbra)
Sancho II 1223–12481 doação
Doações
- 1244–47 Afonso Anes de Cambra → Ordem do Templo Doc. 46
Na história de Portugal
- 1245 Sancho II deposto (guerra civil até 1248)
Afonso III 1248–12793 doações
Doações
- 1255 Abade de Pedroso → Mosteiro de São Pedro de Pedroso Doc. 50
- 1258 Gonçalo Pires e mulher → Fernão Afonso de Cambra (I) Tab. 8 · Doc. 54
- 1271 Ordem de Avis → Estevão Pires, cónego de Braga Doc. 60
Na história de Portugal
- 1249 Conquista do Algarve
- 1258 Inquirições de Afonso III
Dinis 1279–13257 doações
Doações
- 1281 Soeiro Nunes de Cambra → Ordem do Templo Doc. 64
- 1283 Soeiro Nunes de Cambra → Ordem do Templo Doc. 66
- 1288 Garcia Soares da Ribeira e Maria Pires → Mosteiro de Arouca Docs. 71 e 72
- 1301 Rodrigo Afonso Ribeiro e Maria Pires → Guiomar Nunes Doc. 81
- 1320 Fernão Lourenço e Urraca Martins → Mosteiro de Arouca Doc. 99 não é doação
- 1321 Cabido do Porto (chantre Martim do Monte) → Margarida Dinis Doc. 104
- 1322 Guiomar Martins, monja de Arouca → Teresa Gonçalves, monja de Arouca Doc. 105
Na história de Portugal
- 1284 Inquirições de Dinis
- 1290 Estudo Geral
- 1297 Tratado de Alcanizes
- 1319 Ordem de Cristo
Afonso IV 1325–135710 doações
Doações
- 1326 Aldonça Anes (de Sousa), monja e antiga abadessa de Arouca → Mosteiro de Arouca Doc. 109
- 1333 Berengária Fernandes de Cambra → Fernão Afonso de Cambra II Doc. 120
- 1333 João Martins de Cambra, cavaleiro → Sé de Coimbra (bispo e cabido) Docs. 118 e 119
- 1338 Aldonça Anes (de Sousa), monja e antiga abadessa de Arouca → Mosteiro de Arouca Docs. 125, 127 e 128
- 1341 Teresa de Freitas, abadessa de Arouca → Branca Esteves Doc. 132 não é doação
- 1341 Estevão Francisco e Elvira Ascenço → Mosteiro de Arouca Doc. 133
- 1347 Guiomar Gil → Sé de Coimbra (bispo e cabido) Doc. 139
- 1351 Martim Anes de Castelões → Mosteiro de Arouca Doc. 143
- 1351 Martim Anes de Castelões → Igreja de São Pedro de Castelões Doc. 143
- 1351 Martim Anes de Castelões → João, criado de Isabela Pires Doc. 143
Na história de Portugal
- 1348 Peste Negra
Fernando I 1367–13831 doação
Doações
- 1371 D. Fernando → Mem Rodrigues de Seabra Tab. 4 · Doc. 150
Na história de Portugal
- Sem acontecimentos assinalados.
Interregno 1383–13851 doação
Doações
- 1383 D. Fernando → João Afonso Telo, conde de Barcelos Doc. 154
Na história de Portugal
- Sem acontecimentos assinalados.
João I 1385–14002 doações
Doações
- 1385 D. João I → Álvaro Pereira Doc. 155
- 1393 Vasco Martins da Cunha → Sé de Coimbra (bispo e cabido) Doc. 158
Na história de Portugal
- 1385 Aljubarrota e Cortes de Coimbra
- Os dados relativos às doações provêm do trabalho de Anita de Tavares (2013)Tavares, A. P. (2013). A Medieva Terra de Cambra: território e sociedade. Volumes I e II [Tese de Mestrado, Universidade de Coimbra]. https://hdl.handle.net/10316/81344 — nomeadamente das Tabelas 4, 6 e 8, bem como do apêndice documental (Vol. 2). As datas assinaladas com «?» ou que remetem para um intervalo temporal (por exemplo, 922?, 1157–1167, 1244–1247) foram posicionadas no primeiro ano referenciado. Os documentos considerados falsos, de interpretação por confirmar ou que não configuram doações encontram-se representados por círculos vazios.
- Os acontecimentos nacionais seguem a cronologia convencional da historiografia portuguesa, servindo exclusivamente de enquadramento histórico. As datas dos reinados assinalam o início e o termo de cada governação; importa ressalvar que, antes de 1139, Portugal não estava ainda instituído como reino.



